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Habitualidade - Guia definitivo

2026
10 de agosto de 2026 por
Marcelo
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🎯 Guia Definitivo: Como funciona a Habitualidade (Decreto 11.615/23)

Muitos CACs ainda têm dúvidas sobre o período correto para o cumprimento da habitualidade — especialmente os atiradores de Nível III. Diferente do que muitos pensam, a legislação atual não segue um calendário fixo, como de janeiro a dezembro.

👉 O que a norma determina é uma "Janela Móvel": de acordo com o Decreto nº 11.615/2023 e as normas complementares aplicáveis, a habitualidade deve ser comprovada em períodos contínuos, independentemente do ano civil.


🎯 ATIRADOR DESPORTIVO — Níveis I, II e III

A análise é dinâmica. O que vale é o histórico das atividades dentro do período de 12 meses considerado no momento da análise, fiscalização ou solicitação administrativa.

Comprovação Contínua: a habitualidade deve permanecer sendo cumprida dentro do período correspondente de 12 meses.

Análise Retroativa: não espere o fim do ano. A análise considera as atividades realizadas no período imediatamente anterior à data considerada.

Exigências por Nível: cada nível possui requisitos próprios de treinamentos e competições.

Nível I

8 treinamentos em clube de tiro no período correspondente de 12 meses.

Nível II

12 treinamentos em clube de tiro + 4 competições, das quais 2 devem ser de âmbito estadual, distrital, regional ou nacional, no período de 12 meses.

Nível III — O mais rigoroso
  • 20 treinamentos no clube.
  • 6 competições, sendo 2 de âmbito nacional ou internacional.
  • As atividades devem estar dentro do período de 12 meses considerado para comprovação da habitualidade.

🔫 Em 2026, a habitualidade não é mais por calibre individual

Um ponto extremamente importante é que a habitualidade não é comprovada individualmente para cada calibre existente no acervo.

Conforme a redação atual do art. 35 do Decreto nº 11.615/2023, a comprovação é realizada por meio de arma representativa de cada tipo de arma existente no acervo , observando a classificação aplicável às armas de uso permitido e restrito.

📂 Como funciona a divisão por grupos?

Na prática, o acervo pode ser organizado em grupos representativos conforme o tipo da arma, sua configuração e sua classificação como de uso permitido ou restrito.

Isso significa que o foco deixa de ser simplesmente o calibre individual e passa a considerar o tipo de arma representado no acervo.

Grupo 1
Arma de porte de uso permitido

Pistolas e revólveres enquadrados como de uso permitido.

Grupo 2
Arma de porte de uso restrito

Pistolas e revólveres enquadrados como de uso restrito.

Grupo 3
Arma longa raiada de uso permitido

Armas longas de alma raiada classificadas como de uso permitido.

Grupo 4
Arma longa raiada de uso restrito

Armas longas de alma raiada classificadas como de uso restrito.

Grupo 5
Arma longa de alma lisa de uso permitido

Armas longas de alma lisa enquadradas como de uso permitido.

Grupo 6
Arma longa de alma lisa de uso restrito

Armas longas de alma lisa classificadas como de uso restrito.

✅ Na prática: uma arma pode representar o grupo

Imagine que o atirador possua diversas armas pertencentes ao mesmo tipo ou grupo representativo.

Ele não precisa cumprir novamente toda a habitualidade com cada arma ou calibre individualmente apenas porque possui várias armas daquela mesma classificação.

A comprovação pode ser feita utilizando uma arma representativa daquele tipo existente no acervo , observadas as demais exigências correspondentes ao nível do atirador.

📌 Isso muda bastante a forma de organizar sua habitualidade.

O importante não é simplesmente contar quantos calibres diferentes existem no acervo, mas identificar quais tipos de armas estão representados e manter a comprovação correspondente aos grupos aplicáveis.

📌 Importante: a manutenção do nível e do acervo compatível com essa classificação depende do cumprimento contínuo dos requisitos previstos para o atirador.

🟢 CAÇADOR EXCEPCIONAL

Para os caçadores, a lógica é diferente. O foco não é a frequência de treinamentos do atirador desportivo, mas a manutenção regular das condições legais necessárias ao exercício da atividade autorizada.

Atividade Autorizada: é necessária a comprovação das condições da atividade por meio dos documentos e autorizações legalmente exigidos.

Regularidade documental: a condição de caçador excepcional deve permanecer vinculada à validade do Certificado de Registro e das autorizações ambientais e administrativas correspondentes.

⚠️ O ERRO MAIS COMUM

Muitos CACs podem perder prazos ou interpretar incorretamente os requisitos de habitualidade por acreditarem em ideias que não correspondem ao funcionamento atual da regra.

❌ A contagem simplesmente zera em 1º de janeiro.

❌ Existe necessariamente um ciclo de janeiro a dezembro igual para todos.

❌ Basta concentrar todas as atividades dentro de determinado ano civil e depois permanecer longos períodos sem atividade.

👉 A lógica correta é manter regularidade:

✅ A comprovação considera um período contínuo de 12 meses.

✅ A análise pode olhar retroativamente para as atividades praticadas dentro desse período.

✅ O ideal é que o CAC mantenha suas atividades regularmente, evitando concentrar o cumprimento apenas próximo de uma renovação ou procedimento administrativo.

⚖️ BASE LEGAL

O regramento aplicável ao tiro desportivo estabelece vínculo com entidade de tiro e cumprimento da prática habitual.

Para os atiradores, o art. 35 do Decreto nº 11.615/2023 estabelece os requisitos de habitualidade conforme o nível e prevê a comprovação com arma representativa de cada tipo de arma existente no acervo.

O descumprimento dos requisitos aplicáveis pode produzir consequências administrativas, inclusive reflexos sobre o nível do atirador e sobre a manutenção de armas cuja aquisição ou posse esteja vinculada àquela classificação.

✅ CONCLUSÃO

A habitualidade deve ser mantida continuamente.

O CAC deve observar o período correspondente de 12 meses.

A comprovação não é individual para cada calibre.

Deve ser utilizada arma representativa dos tipos existentes no acervo.

Cada nível possui requisitos próprios de treinamentos e competições.

Associação CAC Brasil

Informação, orientação e conhecimento para que o CAC compreenda seus direitos, deveres e responsabilidades.

Base normativa principal: Decreto nº 11.615/2023, especialmente seu art. 35, considerada a redação atualmente vigente e suas alterações posteriores.

Marcelo 10 de agosto de 2026
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